6 de jun. de 2013

A droga de uma escolha

As razões que vêm induzindo os jovens brasileiros ao uso de entorpecentes abrangem-se de forma cada vez mais crescente e variativa. O usuário não constitui mais uma questão individual, passando também a integrar parte do contexto social como responsável por sua dependência.

A constante metamorfose global, a sobrevivência em um país com o segundo maior índice de estresse planetário, a proliferação de uma cultura valores razimos - dentre outros fatores, parecem concretizar uma matriz de inconscientes incentivos à tendência usuária de drogas entre parte da população juvenil nacional. Isto porque, questões como as supracitadas, refletem o crescimento do individualismo e dos problemas familiares que, consequentemente resultam na ausência de um ambiente educacional adequado a orientação infantil, que as dê mais que suporte moral- um alicerce psicológico e afetivo.



A carência de um âmbito social instrutor, vivenciada por este publico, torna o uso precoce de narcóticos, em grande parte dos casos, uma forma de complemento pessoal, como mostrado em trechos do documentário "Dancing with the devil" onde o cenário da favela Rocinha (situada na cidade do Rio de Janeiro), abre espaços claros de demonstração de como o meio social influência jovens de todas as índoles a fazer experimento  de drogas.

Todavia, as classes menos favorecidas não preenchem o total de usuários existentes no país, a exemplo disto posso citar o livro "O estudante", da escritora Adelaide Carraro, que narra a história real de um adolescente pertencente a classe alta paulistana envolvendo-se com drogas por meio dos colegas do colegial- o que mostra como o vicio alastra-se independentemente das condições financeiras da criança/ adolescente/ adulto.

Em minha opinião, o problemas das drogas no Brasil precisa de um olhar mais sério, tanto do Estado quanto da população. O momento exato para cooperatividade entre as partes que podem ajudar e as que precisam de auxilio, de modo a compreender que a natureza deste problema (já considerado pelo Ministério Publico de Saúde, uma epidemia em especificas regiões) é complexa e não deve mais ser remediada com soluções paliativas.

Mais que curar os já dependentes, é preciso que atentemos para a reestruturação do da a orientação infantil, e reavaliar o modo como esta vem sendo tratada atualmente, ou melhor: destratada. Agente não pode simplesmente se fechar a uma doença local, só porque os sintomas ainda não bateram a nossa porta.





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