25 de dez. de 2012

Se


"As vezes penso como seria curioso ter um vislumbre do futuro, uma rápida visão de fatos que nos aguardam em um data não revelada. E se pudéssemos espiar por um minúsculo buraco no tempo e dar por acaso com um lampejo do que virá a nós anos a frente? Alguns desses momentos não teriam sentido algum para nós, e desconfio que outros nos assustariam além do suportável. Se soubéssemos o que assoma no horizonte, evitaríamos certas coisas; escolheríamos a opção B em vez de A, na bifurcação da estrada: o emprego, o casamento, a mudança para um novo estado, o parto, o primeiro copo, a escolha do procedimento médico, aquela viagem para esquiar há muito ansiada, que parecia tão divertida até o primeiro  rumor da avalanche. O tempo, claro, corre apenas em um sentido. Aqui no vazio e pétreo presente, estamos abrigados do conhecimento dos riscos que nos esperam, protegidos dos horrores futuros por uma ignorância cega" *

* Nó de Carrasco, Sue Graffton - 1996

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